De babão a vereador: quando um rótulo vira um desafio
abril 30, 2026Na política, rótulos costumam ser mais rápidos do que análises. Em muitos municípios brasileiros, não é raro ver vereadores sendo taxados de “babões” do Executivo — uma expressão popular que sugere subserviência, ausência de independência e atuação limitada à defesa incondicional da prefeita ou do prefeito.
Mas o que acontece quando esse mesmo vereador precisa provar, na prática, que pode ser mais do que o apelido que lhe foi atribuído?
Os esperantinenses sabem que a maioria dos vereadores da cidade são rotulados de "babões da prefeita". E este rótulo não é a toa. Na boca desses vereadores, Esperantina nunca teve uma gestora municipal tão boa como a atual.
Ser chamado de “babão da prefeita” não é apenas uma crítica pessoal; é um questionamento direto ao papel constitucional do vereador.
Afinal, cabe ao Legislativo fiscalizar o Executivo, propor leis e representar os interesses da população — e não apenas concordar automaticamente com tudo que vem da gestão municipal.
Dito isso, a cidade já acompanhou vereadores votarem a favor da população e dias depois, voltar atrás e votar contra seu próprio voto.
Ex: proibição de fogos de artifícios barulhentos na cidade.
Fora este exemplo, existem tantos outros.
Recentemente a gestão municipal teve uma grande baixa na sua administração ao perder dois vereadores de peso: Bebé Vitória e Zé Cláudio.
Os mesmos, quando faziam parte da base da prefeita, eram rotulados de BABÕES. Não demorou muito para esta péssima fama acabar.
Hoje, o que rola na cidade é uma nova expressão aos nobres insatisfeitos com a prefeita: antes eram babões, hoje são vereadores.
Isso mesmo: a cidade passou a chamar os nobres representantes do povo como VEREADORES. Que coisa não é mesmo?
Portanto, hoje em dia Esperantina tem 4 vereadores e 9 "babões". Essa fama é muito negativa.
No fim das contas, o eleitor observa, avalia e julga. E na urna, não pesa o rótulo, mas sim a coerência, a coragem e o compromisso com o povo.
"Para criar inimigos não é preciso declarar guerra, basta dizer o que pensa" - Martin Luther King

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