Abstenção abre caminho para o voto não obrigatório

agosto 18, 2026


Mais educado, mais civilizado, mais democrático, o Brasil não caminha diferente dos Estados que um dia já foi pobre/emergente.

Não tem volta.

Desde de 2006 (contagem a partir dos pleitos presidenciais totalmente com urnas eletrônicas) o Brasil tem apresentado um grande percentual de abstenção eleitoral.

A variação tem sido entre 16 a quase 21% de abstenção. Para o ano de 2026, os especialistas  na área esperam essa mesma faixa, podendo chegar ao 22, 23%. Um pouco mais de 30 milhões de brasileiros sem votar.

O que tem feito o eleitor brasileiro a não comparecer ao locais de votação para depositar seus votos nos candidatos pelo Brasil afora?

Os motivos são vários, entre eles o político (escândalos despreparo dos candidatos, por exemplo), logísticos (muitos eleitores moram distantes de seus domicílios eleitorais e não transferem seus títulos), financeiros (a multa por não votar é muito baixa - R$ 3,50).

Esta crescente na abstenção levará, em poucas décadas, à não obrigatoriedade do voto como acontece em muitos Estados independentes e democráticos pelo mundo à fora.

Esta ideia ainda é um pavor aos candidatos brasileiros, no entanto, essa é a trajetória: abstenção levará ao voto não obrigatório. Nem a compra de votos com dinheiro pelos candidatos não retrocederá tamanho avanço.

A não reeleição está bem aí.

No pacote haverá candidaturas sem a obrigação de filiação à algum partido. Isso não é sonho, é amadurecimento democrático.

Viva a democracia.

"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire

Fto - bbc

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