Em breve reinauguração da Rádio Voz do Longá em Esperantina
agosto 21, 2026A abertura de uma rádio em uma cidade pequena não representa apenas o surgimento de mais uma frequência.
Representa a possibilidade de a comunidade finalmente ouvir a própria voz. Em tempos em que a informação circula em velocidade impressionante pelas redes sociais, ainda existe um espaço que nenhuma plataforma digital consegue ocupar completamente: o da comunicação feita por quem conhece cada rua, cada bairro e cada história do lugar.
A cidade de Esperantina está prestes a voltar a ouvir as ondas sonoras da antiga, mas atualizada, rádio Voz do Longá.
Nas pequenas cidades, a rádio não compete apenas com outras emissoras. Ela compete contra o silêncio sobre os problemas locais.
Enquanto as grandes redes discutem acontecimentos nacionais, a rádio nas pequenas cidades pode informar sobre a falta d'água em uma comunidade rural, divulgar uma campanha de vacinação, anunciar o desaparecimento de um animal, incentivar uma ação solidária ou abrir espaço para que moradores debatam questões que realmente afetam o cotidiano.
Sob uma nova direção, uma nova roupagem, uma nova grade de trabalho, uma nova frequência (invés de AM, agora é FM), a Voz do Longá em breve voltará a funcionar a todo vapor para o bem da cidade de Esperantina e todo Território dos Cocais.
👉A voz que pertence ao povo
Uma rádio existe para servir à comunidade, e não aos interesses comerciais de grandes empresas ou poderes políticos. Pela legislação brasileira, ela é uma emissora para atender aos interesses coletivos da população local, podendo receber apoios para sobreviver.
Essa característica faz toda a diferença.
O agricultor pode falar da produção agrícola. O artesão pode divulgar seu trabalho. O professor pode discutir educação. O agente de saúde pode orientar sobre prevenção de doenças. O jovem pode apresentar um programa musical.
É uma comunicação construída de dentro para fora.
👉O desafio da independência
Entretanto, a maior riqueza de uma rádio também pode ser seu maior desafio.
Em cidades pequenas, onde todos se conhecem, existe sempre o risco de transformar um patrimônio radiofônico em instrumento de um grupo específico — seja político, religioso ou econômico. Quando isso acontece, a rádio deixa de ser para todos e passa se tornar um palanque permanente.
👉Muito além do transmissor
A nova Voz do Longá não viverá apenas do alcance do transmissor, mas, do sentimento do dever cumprido, do compartilhamento da informação ao vivo e necessária, das transmissões pela internet, aplicativos e redes sociais, com programas englobando todos os segmentos sociais, desde o policial, o cultural, o social, o econômico, o artístico, o esportivo, o político, o natural, enfim, tudo que o esperantinense tanto almeja.
A Voz do Longá está de volta para a alegria da cidadania local.
Atualizado em: 09h20

0 comentários