Patrimônios dos deputados federais do MDB

agosto 07, 2026

Enquanto ser político no Brasil não voltar a ser uma missão, e sim continuar sendo uma profissão, os eleitores continuarão a eleger 'apenas' gente rica.

A seletividade começa por aí.

Para ser representante, não é necessário ser rico. Vai mais além.

A cultura política implantada pela monarquia/oligarquia brasileira deixou suas mazelas. Os burocratas não querem a péssima tradição.

Vejamos.

Os candidatos a deputados federais do MDB, por exemplo, tiveram seus bens patrimoniais declarados e divulgados recentemente.

Teve candidato que em 12 anos elevou o patrimônio em quase 4000% (quatro mil por centos).

Vamos falar de um candidato específico, aquele mais próximo da cidade de Esperantina. Estamos nos referido a Marcos Aurélio, filho do vice governador do estado.

Se compararmos o patrimônio do referido mdbista, que irá disputar a reeleição neste ano, de 2022 para 2026, podemos observar que saiu de um pouco mais de R$ 400 mil para mais de R$ 4 milhões de reais.

Um deputado federal hoje ganha de salário o valor de R$ 46.366,19 por mês.

Caso o deputado tivesse guardado todo o salário nestes últimos 42 meses, o patrimônio teria aumentado apenas para um pouco mais de R$ 2,4 milhões.

É bem verdade que patrimônio não se refere apenas ao mundo político. Há o lado empresarial da pessoa pública.

Mesmo assim, ficamos com o questionamento: vale a pena ser político partidário no Brasil? Ser representante do povo trás benefícios próprios?

Por isso os dados mostram que o mundo político brasileiro é o mais caro do mundo. São muitas regalias para pouca representatividade.

E se não houvesse tantos recursos, como por exemplo bons salários, esta corrida pela aprovação dos eleitores nas urnas seria a mesma?

Fica os questionamentos!

"O sentido da política é a liberdade" - Hannah Arendt

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