Perseguição aos monitores escolares continua

agosto 19, 2026

Criação em IA

Os servidores públicos deveriam ser vistos como patrimônio da sociedade, não de prefeitos/prefeitas. 
São eles quem mantém escolas funcionando, atende nos postos de saúde, organiza a assistência social, cuida da limpeza urbana e garante o funcionamento da máquina pública. No entanto, em muitos lugares, principalmente nas menores cidades, a relação entre gestão e servidores parece ser construída mais sobre o medo do que sobre o respeito.

A perseguição aos servidores públicos pode assumir diversas formas. Nem sempre ela aparece em um ato explícito de punição. 

Às vezes, manifesta-se por meio de transferências sem justificativa, retirada de funções, exclusão de atividades importantes, ameaças veladas, abertura de processos sem fundamento ou pressão para demonstrar lealdade política. Quando isso acontece, o problema deixa de ser apenas individual e passa a atingir toda a administração pública.

Na cidade de Esperantina, há mais de 5 anos sem concurso público, portanto, a administração está cheia de contratos, o medo tem sido companhia de muitos servidores, inclusive os servidores contratados.

Em alguns casos, aqui citamos os servidores escolhidos pelo voto popular, estamos falando dos conselheiros tutelares da cidade, sequer são respeitados. Enquanto não colocaram alguns para fora, não se assossegaram. 

Um ambiente de intimidação produz consequências graves. Os servidores deixam de agir com autonomia técnica para agir por receio de represálias.
 O professor evita opinar sobre problemas da escola. O profissional da saúde silencia diante da falta de medicamentos. O técnico deixa de apontar irregularidades. Quem perde, no fim das contas, é a população, que recebe um serviço público enfraquecido.

É isso que eles querem. Ter o controle sobre a pessoa.

"Em quem você vota? Então vai trabalhar em tal lugar". "E você, vota em quem? Em um dos nossos? Então vai permanecer aqui".

Mesmo seletistas, aqueles que fazem um teste, não tem autonomia de trabalhar com independência política, etc.

Um vereador de oposição realizou seu aniversário recentemente na cidade. Alguns servidores presentes no aniversário estão relatando que estão sofrendo perseguições.

Isso pode seu Arnaldo? O que a Justiça fala sobre isso? Se caracteriza, também, como assédio político?

É importante fazer uma distinção. Cobrar produtividade, exigir cumprimento da jornada e responsabilizar quem comete irregularidades faz parte do dever da administração pública.

"Quem tem mais ego do que personalidade, também tem mais imagem do que essência" - Diogo Vieira 

You Might Also Like

0 comentários