Se tirar os servidores contratados, não fica ninguém nos atos políticos de Esperantina

agosto 29, 2026

Criação por IA

Um ato político verdadeiramente forte é aquele que continua cheio mesmo quando ninguém é obrigado a estar lá.

Há uma pergunta que deveria incomodar qualquer grupo político que se considera verdadeiramente popular: se os servidores contratados deixassem de ser obrigados ou pressionados a participar de atos políticos, quantas pessoas realmente permaneceriam no evento?

O jogo político se resume em convencer a massa eleitoral. Mostrar se forte perante a opinião pública é fundamental para conquistar votos, inclusive daqueles ainda indecisos.

Um ato político lotado pode causar boa impressão nas fotografias, nos vídeos e nas redes sociais. De longe, transmite a imagem de força, prestígio e grande apoio popular. Mas, é preciso perguntar: aquela multidão está ali porque acredita no projeto político apresentado ou porque teme perder o emprego?

O que temos visto nos atos políticos na cidade de Esperantina são as caras de funcionários contratados temporariamente levantando a bandeira, aplaudindo e indiretamente manipulando a vontade do eleitor ao vender uma imagem inexistente de que o grupo político em questão é o melhor por está reunindo uma multidão.

Quando servidores contratados são convocados, pressionados ou obrigados a comparecer a reuniões, caminhadas, comícios e outros eventos políticos, o que parece ser uma demonstração de apoio pode, na verdade, ser apenas uma demonstração de dependência. O trabalhador contratado, muitas vezes sem estabilidade e preocupado com a renovação de seu contrato, pode sentir que não tem liberdade para dizer “não”.

E aí surge uma situação preocupante: o emprego público passa a ser confundido com fidelidade política.

A verdadeira força política não se mede pela quantidade de pessoas que comparecem por obrigação. Mede-se pela capacidade de reunir cidadãos espontaneamente, pessoas que vão porque acreditam, apoiam e desejam participar.

Portando, se tirar os contratados nos atos políticos em Esperantina, não fica ninguém.

Que vexame!

"Quem tem mais ego do que personalidade, também tem mais imagem do que essência" - Diogo Vieira 

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