Secretários estão sob pressão para obter votos
setembro 23, 2026Em época de eleição, é natural que políticos apresentem seus candidatos, defendam suas alianças e peçam votos. O que merece reflexão é quando essa movimentação ultrapassa os limites da legítima articulação política e passa a envolver pressão sobre secretários municipais para que consigam votos para os deputados apoiados pela prefeitura.
A pergunta que precisa ser feita é simples: até onde vai a responsabilidade administrativa de um secretário e onde começa a cobrança por resultados eleitorais? É importante separar as coisas. Um secretário, como cidadão, tem todo o direito de possuir suas preferências políticas e apoiar candidatos.
Enquanto alguns secretários municipais de Esperantina estavam, a poucos dias das eleições, 'queimados' de tanto andar sob um sol escaldante à procura de votos, subindo e descendo ruas, levantando literalmente a bandeira, dois desses estavam 'branquinhos' de quão confortáveis se encontravam em seus gabinetes refrigerados.
Não demorou muito para os 'inimigos' de grupo político pedir suas cabeças e passaram a cobrar a 'chefa' para que os colocassem na rua também.
A "administração" da "educação" , se é que nos entendem, agora estão com orelhas quentes e corpos cinzentos de tanta pressão e sol "queimante".
Nossa solidariedade!
A política pode — e deve — ser feita com diálogo, convencimento e apresentação de propostas. Não deveria depender de uma estrutura administrativa funcionando como uma espécie de máquina de cobrança de votos.
Prefeitos e prefeitas têm legitimidade para apoiar candidatos. Secretários também podem participar da política. Mas uma coisa é pedir apoio político; outra, bastante diferente, é transformar cargos públicos em mecanismos de pressão eleitoral.
A cogitação é simples:
educação: 2 mil votos
saúde: 2 mil votos
assistência social: 1500 votos
esporte e cultura: 1500 votos
infraestrutura: 1500 votos
administração, juventude, meio ambiente: 1500 votos

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