Servidores contratados em grupinhos para pedir votos

setembro 17, 2026


Em época de eleição, uma prática merece atenção especial: a formação, por grupos ligados à administração municipal, de grupos de servidores contratados para pedir votos para determinados candidatos a deputado.

Todos estão vendo que contratados de prefeituras estão tendo como se fosse um segundo turno, um segundo tempo de trabalho.

Cair literalmente no campo atrás de votos para os dois candidatos a deputados (estadual e federal) apoiados pela prefeitura.

Quando uma relação profissional passa a ser confundida com uma obrigação política isso pode e deve ser visto como PROBLEMA.

Jamais deve ser naturalizada.

O servidor contratado depende do seu trabalho para garantir sua renda e, justamente por isso, pode se sentir constrangido a participar de reuniões, grupos de mensagens, visitas e mobilizações eleitorais em favor dos candidatos apoiados pelo grupo político que está no comando da prefeitura.

Servidor público, contratado ou efetivo, não deveria ser tratado como instrumento eleitoral. Seu vínculo com o município existe para prestar um serviço à população — na saúde, na educação, na assistência social, na limpeza pública ou em qualquer outra área — e não para funcionar como estrutura de campanha.

Também é importante separar participação política espontânea de pressão institucional. Se nas cidadea do Território dos Cocais realmente estiver acontecendo isso, é motivo suficiente para impugnações de candidaturas.

É preciso, portanto, ficar atento à linha que separa mobilização política legítima de pressão sobre trabalhadores. 

E voto não é moeda de troca por emprego.

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