6 de junho de 2013

As crianças de ontem e hoje.

Meu Andajá de ferro
Fico a me perguntar: onde estão nossos revolveres feitos de madeira, os chapéus feitos de jornal, o cavalo feito da vassoura,o jogo de peteca, castanha tudo apostado com dinheiro feito de carteira de cigarro? Onde estão as histórias infantis contadas pelos avós? Quase tudo se perdeu.
Muito me chama a atenção o comportamento das crianças e as vidas que elas levam. Antes as crianças comiam de tudo (e tudo que tinha era pouco, mas suficiente e o necessário), brincavam na areia, comia meleca, apanhavam e até ouvia um 'NÃO' quando necessário.
Andajá de minha princesa - 1º
Vejo de longe a simplicidade do amor, o respeito aos mais velhos, solidariedade, mãos dadas aos pais quando saia de casa, o 'dar licença', 'por favor', 'obrigado', e tudo que nos ensinava a ser gente como nossos pais foram e são indo embora do cotidiano das crianças de hoje.
Será que tudo que passei irá fazer falta as crianças de hoje em especial à minha filha? Só em saber que nossos pais estavam vivos, ao nosso redor, já era motivo de alegria. Hoje alegria é ter uma vídeo game de última geração, tablet da moda, o celular 'maioral', o computador lindo e a solidão ao seu lado, distantes das simples coisas da vida - a própria vida dos 'coleguinhas'.
Onde está a imaginação de fazer brincadeiras de última hora com simples galhos encontrados no fundo do quintal? Foi para a loja onde se compra tudo feito, tudo mesmo, mesmo que seja com validade de uso.

Já dizem que a 'educação' vem de berço e este berço era feito de madeira maciça. Que nossas crianças não sejam criadas em berço de compensado não é mesmo?
Que o andajá de outra feito de ferro que desfrutei na infância próxima não vire um andajá de plástico sem valor para minha filha.
Brincadeirinha boa.
Quase nave espacial, mas é o 2º Andajá de minha Princesa.

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito".

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