3 de fevereiro de 2014

Reeleição, um mal desnecessário

Foto: umhistoriador.
"A eleição está chegando, povo vai votar, o povo irá escolher seus representantes, e estes eleitos acabam chegando ao poder. O poder seduz, seduz tanto, que, mal acabam de entrar no poder, a maioria já começa a trabalhar para sua reeleição, seja no poder executivo, seja no poder legislativo, e este fator é um mal desnecessário. Vamos tentar analisar.

Podemos dizer que um 'bom político', isto é, se na atualidade existir esta personalidade, um político que seja um bom administrador, que combata para valer a corrupção, que combata o caixa dois na campanha eleitoral, que conduz seu município, seu estado e sua nação ao progresso, que crie empregos, que olhe a segurança, que olhe a sociedade como um todo buscando a justiça social. Lógico, que este político se estiver com mandato à maioria quererá reelegê-lo.
Porém, ocorre que para o seu interesse pessoal, o mandatário do poder utilizará a máquina governamental para sua reeleição, e nisto terá imensa vantagem sobre seu concorrente, fazendo com que o pleito perca a sua legitimidade. Este político só perderá uma reeleição se tiver feito uma péssima administração na avaliação do povo, nota pessoal (últimos mandados de nossos políticos partidários).
No poder legislativo é ainda pior, os vereadores e deputados podem se reeleger quantas vezes quiserem, então vemos parlamentares com cadeira cativa ou 'vitalícia' nas Casas Legislativas, enquanto no poder executivo só é permitida uma reeleição. Como legislam para seu próprio benefício será muito difícil acabar com este mal, enquanto isso, o povo influenciado por gastos enormes em campanha, pelo carisma dos candidatos (somente em época de eleição), acaba reelegendo-os para o mesmo cargo, mantendo uma estrutura arcaica e corrompida na política nacional.
Já que não conseguimos acabar com a reeleição, o ideal seria o povo votar sempre em novos nomes de parlamentares e executivos, trazendo a renovação tanto no poder legislativo, como no poder executivo".

Texto de:  Isaac Sayeg, em paralerepensar.com.br (2006).

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