13 de abril de 2015

Batalha e suas Paralizações

Hoje e amanhã a educação municipal de Batalha está foco. Nos demais dias, a mesmice de sempre.

Na quarta será mais um daqueles dias onde o Sindicato, que representa a classe dos professores, o poder municipal, onde quem assina é uma mulher e quem manda é um homem, juntamente com o poder judiciário, que sabe muito bem qual o grande problema da educação batalhense, irão, novamente, se sentarem numa mesa redonda para tentarem resolver este quadrado problema.

Enquanto isso pais, alunos e professores irão ter que fazer sua parte: mobilizar e mobilizar-se.
A luta em Batalha, no governo dos Lages, em relação a educação é grande.
Parece que os Lages querem ver apenas seus conterrâneos formados, politizados, cientes dos problemas que nos rodeia.

Eles não gostam, definitivamente, da educação dos outros.

O sindicato, meio atrelado aos caprichos do poder municipal, incentiva a greve mais no fundo não a pratica.

A classe dos professores têm motivos suficientes para entrar em greve. Mas este bendito direito não é exercido em terras batalhenses. O poder municipal é forte quanto à influência de quem, diretamente, depende dela.

Tem professores sem receber seus direitos há dois anos. Os mesmos, por incrível que pareça, abaixam a cabeça e aceitam o que o dr. fala/manda.

Os poucos professores que defendem a greve, por este e outros motivos, sofrem com as faltas postas nestes dias de 'paralisação', 'mobilização' e "greve".

O problema é urgente. Poder executivo e judiciário sabe disso. E o que fazem? Pedem mais tempo. Tempo para quê se já sabemos quais os problemas que nos aflige e principalmente quais são as soluções para tais.

Na quarta-feira é capaz de surgir, em rádio local ou em site tendencioso da região, a notícia de que "irão" pagar tudo que devem. Que neste fim de mês as coisas irão está resolvidas. Que o judiciário pediu mais provas sobre as reivindicações do sindicato para tentar resolver os males.  Ou quem saber o "primeiro damo" irá pedir mais quatro anos no poder para resolver os "problemas deixados pelo governo municipal anterior". 

Vamos deixar de brincar. Não é assim que se faz política social. Não é assim que se faz educação.
Picuinhas para o meu lado não. Por favor. 

Recentemente verifiquei que o gabinete da gestora conta com 46 funcionários e uma folha de pagamento de mais de oitenta mil reais mensais. Quarenta desses são efetivos e recebem, o montante, aproximadamente sessenta dois mil. Enquanto seis, não efetivos, recebem, o montante, um pouco mais de vinte e quatro mil mensais.  
Nem o todo poderoso chefe da ALEPI não conta com este contingente de pessoas. Mas Batalha é Batalha, não é mesmo?
Verifiquei também que os recursos da educação desse ano são maiores do que do ano passado. E pude ver que os motivos de não pagarem os direitos dos professores são apenas falatórios bobos sem cabimento algum.

Provavelmente a professora que ocupa, hoje, o cargo de secretária de educação esteja verificando, daqui a 20 meses, se a 'LEI' foi feita apenas para os governantes ou para ela mesma.
Daqui a 20 meses é capaz que o 'sindicato' esteja de outro lado da mesa. Não são assim os trabalhos dos sindicatos de cidades atrasadas?

E aqui estamos, com inúmeras faltas, na esperança de recebermos, através de paralisações ou não, nossos direitos.

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito". 

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