14 de maio de 2015

Quando o Professor terá reconhecimento?

Na bucha respondo: quando estes tiverem total plenitude de seus conhecimentos e valores frente aos despachos políticos de quem deveriam valorizar sempre o caminho mais curto e pródigo para se alcançar uma sociedade menos desigual e próspera.

Hoje é como muito pesar que escrevo a vocês colegas de profissão.

Este tempo de conversa entre nós é para falar sobre mais um descumprimento quanto à devida valorização do profissional do magistério.

Iremos falar do Rateio do FUNDEB.
Em Dezembro do ano passado escrevi AQUI sobre esta sobra que é de direito e direcionado aos profissionais da educação brasileira.

"Professores devem ser tratados e valorizados como profissionais e não como abnegados que trabalham apenas por vocação. A diferença salarial entre professores e demais profissionais com mesmo nível de instrução é inaceitável. Enquanto salário e carreira não forem atraentes, o número de jovens dispostos a seguir a carreira do magistério continuará sendo baixo. Elevar os salários do magistério é opção mais política do que técnica. Implica em mudar prioridades e passar a enxergar a Educação como a principal fonte sustentável de desenvolvimento econômico e social de um país" (Observatório do Plano Nacional da Educação).

Enquanto políticas e mais políticas são feitas com o intuito de melhorar a vida educacional de nosso país, consequentemente a do professor, certos políticos partidários se comporta de forma contrária tanto das Leis educacionais como dos discursos para angariar votos durante as campanhas políticas.

O Rateio do FUNDEB que acontece todos os anos é um tipo de Décimo Quarto Salário do magistério.

O estado de Alagoas aprovou este ano (mês de Fevereiro) uma Lei que obriga o Poder Executivo a pagar este Rateio. E foi pago mais de 48 milhões de reais aos profissionais do magistério daquele estado, tendo professor recebendo mais de R$ 9.000,00. Belo reconhecimento, não acham?

Esta sobra é uma boa forma do governo reconhecer e valorizar o professor sem acarretar o equilíbrio financeiro das contas públicas tanto dos municípios como dos estados.

Infelizmente este dinheiro não está chegando até as contas dos professores, vigias, zeladores e motoristas da Secretaria de Educação das cidades de Batalha, São João do Arraial, Morro do Chapéu e Esperantina.

Caso na cidade de Batalha falem de Rateio para a 'dupla dinâmica' do Poder Executivo é capaz de professor perder até o cargo.

Já as duas secretárias tanto de São João do Arraial como do Morro do Chapéu vocês, nós, já conhecem (os). 

E em Esperantina?

Pelo menos foi feito um Requerimento (kkkkkkkkkkkkkkkkk) solicitando da Gestora Municipal uma atitude de divisão do rateio o mais rápido possível aos seus devidos donos.

Por aqui o valor que foi depositado nas contas da prefeitura chega a quase um milhão de reais. Foi depositado no mês passado.

Durante o governo de Francisco Antonio (mais conhecido como Chico Preto) este rateio foi dividido apenas uma vez.
Veio o Lourival Bezerra e também apenas uma vez foi dividido. Este Gestor até aprovou uma Lei Orgânica em que obriga o poder municipal a pagar devidamente este "Décimo Quarto Salário".
Diz a Lei que a prefeitura tem até o dia 31/12 do ano em que foi depositado o dinheiro nas contas públicas para a distribuição do dinheiro em forma proporcional à carga horária de cada servidor público lotado na Secretaria de Educação.

Agora na Gestão de Vilma Amorim, até o momento, parece que os professores terão novamente motivos para lamentar a falta de reconhecimento profissional. Esperamos que não!

Podem dizer que não é OBRIGATÓRIO o poder municipal fazer esta divisão.
Podem dizer que o momento é de crise.
Podem dizer o que quiserem, mas nunca será motivo para deixar o professor em segundo plano e consequentemente a educação local com a falta de bom senso em quererem pagar o que é de direito do professor.

"Na vida nada é tudo, tudo é pouco e pouco é nada, portanto, vivemos em um ciclo vicioso".

Fto - eueaudeverdade

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