13 de fevereiro de 2016

A banalidade da vida

O que você é capaz de fazer para salvar uma vida?
Já se perguntou sobre isso?
O que está fazendo para tanto?

A cada fim de semana relembramos as atrocidades humanas provocadas por homens no Século XX durante as duas grandes Guerras Mundiais.

Nos outros cinco dias da semana apenas servem para enterrarmos nossos conterrâneos e nos prepararmos para muitos outros amigos, familiares, vizinhos nos deixar.
A vida não tem mais valor. As pessoas não dão mais valor a vida.

Por apenas um gole de cachaça, um cigarro de droga ou um mísero Real a vida se perde com uma facada, um tiro, um afogamento, uma omissão política ou uma mentira.

Muitos são os males que nos rodeia. Estes são oriundos dos tóxicos que países desenvolvidos e em desenvolvimento estão enfrentando a cada dia.

Os adeptos dessas drogas - álcool e tantas outras - se afastam da vida ao passo que se aproximam da morte por falta de amor, de solidariedade, generosidade, respeito, compreensão, de oportunidades.
Onde está Deus neste caso? Onde está a Igreja?

Vou além. Onde está as políticas públicas em defesa desses marginalizados que sem ocupação efetiva durante todo o dia passam a procurar uma ocupação mais fácil e rápida, muitas das vezes permitida (entre aspas) pelos três poderes.

Explico. Menor de 18 anos é proibido comprar e ingerir álcool. Mesmo assim o faz. Quem está permitindo?
Menor de 18 anos é proibido andar de motocicleta e automóvel. Mesmo assim o faz. Quem está permitido?
Arma branca e de fogo não pode ser manuseada por quem não está habilitado. Mesmo assim o faz. Quem está fazendo alguma coisa para isso mudar?

"Bebo umas, depois pego a moto, levanto o pneu dianteiro e depois mato uma mãe ou um pai de família. Vou preso por 24 horas e depois tanto a Lei como alguns políticos me colocam em liberdade para fazer tudo de novo". Esta não é uma realidade?

A punição é branda. O capitalismo dos advogados e a ineficácia das Leis contribui para muitos humanos estarem comparando vidas humanas com comida de urubu.

No caso mais recente, sobre a banalização da vida do jovem que desceu pelo "ralo" da inexistência de política em defesa da vida em um Parque Ecológico, o que podemos dizer?

A imagem diz muita coisa. Mas não é só isso. 

O jovem foi banhar no lugar errado? Quem o deixou banhar no lugar errado, mesmo dentro de um Parque Ecológico?

"Mesmo banhando em lugar errado, qualquer um pode sofrer uma desgraça dessas". 

Nós podemos até dizer isso, só não podems dizer que mesmo estando no lugar errado para banhar, o mesmo não tivesse o direito à devida segurança à vida.

E pôr Segurança à vida em um Parque Ecológico depende de quem? 

Da sociedade?
Do Estado - governos estadual e municipais (governador e gestores municipais)?
Dos Deputados formuladores de Leis?
Do Ministério Público em nome dos dois Promotores, de Esperantina e Batalha?

Independente da culpa, se é que têm culpados - eu acho que tem, da morte de mais uma vida humana, o importante é não repetímos mais a banalização da vida da forma que aconteceu nas duas Grandes Guerras Mundiais muito menos nas guerras urbanas e rurais nas quais estão vivenciando em todas as semanas.

Uma vez ouvir dizer: "é através da política que há as maiores mudanças sociais".

A Semana Santa está chegando e quero ver e sentir se estas políticas irão mudar daqui para lá. Duvido!

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