Carro ambulância da Câmara Municipal
janeiro 23, 2026A instituição democrática denominada Câmara Municipal, de uma forma em geral, tem como principais funções a de fiscalizar, denunciar e criar leis.
O que não pode é um vereador viver dentro de estabelecimentos hospitalares se comportando como médico ou enfermeiro.
Não pode o poder legislativo fazer uso da prerrogativa para angariar votos em cima da doença alheia.
Da mesma forma que tem advogados de porta de delegacia, existem vereadores de porta de prefeitura e de hospitais.
Dos últimos tempos para cá, a Câmara Municipal de Esperantina tem sido taxada como um puxadinho - anexo - da prefeitura por ser muito submissa.
Para piorar a situação, a população tem visto os vereadores ir além, agora estão sendo chamados de braços direitos dos hospitais.
Tudo por conta dos esforços dos vereadores em "ajeitar" as questões de saúde da população esperantinense da forma mais direita, ou seja, facilitação de consultas, exames, cirurgias, medicação e por último, translado de "pacientes" para a capital Teresina.
Este translado tem sido feito através de objetos móveis - carros ambulâncias - oficiais.
Antes os vereadores colocavam seus próprios carros particulares para fazer o transporte de alguns "doentes", ou de alguém que está precisando não ficar doente, seja para Parnaíba, Piripiri ou mesmo para a capital Teresina à procura de serviços médicos.
Dizem que combustível era público. Só dizem.
O que se tem visto agora são carros da Câmara Municipal transportando quase toda semana "pacientes eleitores" para estes locais.
Os hospitais da cidade devem está agradecendo por esta ajudinha nada republicana.
"Investir na saúde dos eleitores é retorno certo" - disse um candidato a vereador que hoje ocupa um carago de secretário municipal.
Sabemos que a ingratidão mata. Quem é ajudado na hora da doença tente a mudar seu voto em gratidão àquele que o estendeu a mão na hora da dor. Não tenhamos dúvida, porém, até onde o vereador pode estender a mão em troca de vantagens eleitorais?
Que os carros da Câmara Municipal tenham freios, se é que nos entendem.
"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas, defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltarie.

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