"Os esperantinenses precisam ir mesmo para fila de espera por exames e consultas"

fevereiro 09, 2026


A bajulação politiqueira está escancarada mesmo. Se no passado recente já era grande, agora se triplicou.

Não fazem sequer cerimônia na hora de puxar os sacos dos chefes políticos.

Vocês concordam que os esperantinenses, e qualquer outro brasileiro, precisem acordar 4, 5 horas da manhã para ir para uma instituição pública de saúde para conseguir o acesso à exames e consultas tendo que ficar horas em fila de espera?

Sim ou não?

Quando substituíram as fichas, as papeladas por sistemas eletrônicos na saúde brasileira, a intenção era, e é, melhorar o atendimento ao público tão grande em todo o país, inclusive em Esperantina.

Esta sistematização eletrônica não veio para piorar a situação do SUS brasileiro. Pelo contrário.

Contudo, um(a) representante do povo esperantinense, chamado(a) de vereador(a) teve a audácia de dizer, em sessão ordinária de abertura do ano legislativo 2026, que o esperantinense precisa ir mesmo para a fila de espera por exames e consultas.

O nobre vereador Leônidas Quaresma, ao usar a tribuna durante a referida sessão, criticou a situação da saúde do município para o próprio secretário de saúde que se encontrava na sessão. Leônidas Quaresma pediu ao secretário de saúde que encontre uma forma de acabar com as filhas da secretaria onde muitos pacientes madrugam na porta da pasta na esperança de conseguir marcar um exame, uma consulta.

Um dos vereadores pegou ar. Não gostou da crítica feita à gestora municipal. E para defendê-la, falou que o sistema eletrônico de saúde de todo o país acarreta este problema de oferta de serviços (exames e consultas médicas). Então, como a oferta é pequena e a demanda é grande, o esperantinense que precisar de exames e consultas precisa sim, ir para a fila, seja na madrugada, seja durante o dia ou tarde. 

E para quem não sabe, os vereadores deveriam trabalhar para defender o povo, não prefeitos.

"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire

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