Atraso na divulgação do teste seletivo de Esperantina

fevereiro 04, 2026


Dizem que a educação em Esperantina está funcionando adequadamente.
Esperantina não realiza concurso público geral há pelo menos 5 anos. Essa é a nova cidade, o novo futuro.

A realização de um concurso público carrega, para milhares de candidatos, muito mais do que a expectativa de um emprego. Envolve meses — às vezes anos — de estudo, investimentos financeiros, renúncias pessoais e a esperança legítima de conquistar estabilidade por mérito. 

Para amenizar as pressões oriundas dos órgãos fiscalizadores e consequentemente criar uma cortina de fumaça, a municipalidade esperantinense, de alguns outros municípios da região, tem realizado testes seletivos.

Os testes seletivos geralmente tem duração de 12 meses fazendo com que a estabilidade trabalhista e financeira atrapalhe os planos de muitos pais de famílias, de muitos concurseiros que almejam garantir um trabalho fixo e duradouro.

Além do mais, quando um teste seletivo não é bem feito trás insegurança, incertezas quanto a isonomia e transparência.

Quando um edital estabelece prazos, cria-se um compromisso formal entre a banca organizadora, o órgão público e os candidatos. O atraso na publicação dos resultados quebra essa confiança e gera ansiedade, insegurança e prejuízos concretos. 

Foi o que estão relatando muitos dos concorrentes do teste seletivo. O data da divulgação do resultado final deveria ser, de acordo com os concurseiros, dia 24 de janeiro.

Infelizmente, e ainda se enaltecendo, a municipalidade divulgou hoje (04 de fevereiro - portanto 12 dias de atraso) o resultado final do teste seletivo.

O ano letivo começou dia 26 de janeiro.

É importante destacar que imprevistos podem acontecer. No entanto, o silêncio institucional ou a divulgação de comunicados vagos não é aceitável. 

O mínimo que se espera é respeito, informação clara e atualização constante dos prazos. Transparência não é favor; é obrigação.

"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire

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