"Gratidão é diferente de submissão", disparou o vereador Zé Cláudio
março 07, 2026O vereador, que antes já criticava a chefe, imagine agora estão do lado oposicionista.
Durante as duas sessões realizadas nesta noite de 06 de março, o vereador Zé Cláudio cutucou os vereadores da base ao dizer que:
Em tempos em que gestos simples de reconhecimento parecem raros, falar de gratidão tornou-se quase um ato de resistência.
No entanto, junto com essa virtude, muitas vezes surge uma confusão perigosa: a ideia de que ser grato significa aceitar tudo em silêncio, concordar com tudo ou permanecer eternamente subordinado a quem um dia nos ajudou. É preciso dizer com clareza: gratidão e submissão são coisas muito diferentes.
Os vereadores de Esperantina, em sua maioria, perderam o bom senso e hoje se deixam levar pela submissão ao usar a justificativa de que estão sendo apenas gratos.
A gratidão é um sentimento nobre. Ela nasce quando reconhecemos que alguém contribuiu positivamente para nossa vida, seja com uma oportunidade, um conselho, um apoio ou um gesto de solidariedade.
Ser grato é saber reconhecer o bem recebido, lembrar de quem estendeu a mão quando foi preciso e valorizar essas atitudes. A gratidão fortalece relações humanas e cria pontes de respeito.
Antes é uma família de coronéis, hoje são heróis? O que mudou? Onde mudou?
A submissão, por outro lado, é algo completamente diferente. Ela ocorre quando alguém se sente obrigado a obedecer, concordar ou se calar diante de outra pessoa por medo, dependência ou pressão moral.
Que dependência é essa? Política? Econômica? Ou seria apenas o velho ditado: eu estou do lado de quem está na prefeitura?
Quando a ajuda prestada no passado passa a ser usada como instrumento de cobrança ou controle, a gratidão deixa de ser virtude e passa a ser manipulada como ferramenta de poder.
Infelizmente, essa confusão aparece com frequência em ambientes sociais, políticos e até profissionais. Há quem espere lealdade cega em troca de um favor antigo, como se a ajuda prestada desse direito de comandar eternamente a vida do outro. Nesse cenário, a gratidão deixa de ser espontânea e se transforma em uma espécie de dívida moral permanente.
Mas gratidão verdadeira não aprisiona ninguém. Quem ajuda de forma sincera não faz isso esperando submissão futura. Fica a dica.
Ser grato não significa abrir mão da própria consciência, das próprias escolhas ou da própria dignidade.
A maturidade das relações humanas está justamente em compreender essa diferença. A gratidão deve ser lembrança respeitosa, não corrente que prende. Afinal, o verdadeiro gesto de grandeza não é aquele que cria dependência, mas aquele que permite que o outro siga em frente com liberdade.
Em uma sociedade que valoriza tanto a troca de favores, talvez seja hora de reforçar essa lição simples: gratidão é reconhecimento; submissão é perda de liberdade. E nenhuma pessoa verdadeiramente grata precisa abrir mão de sua dignidade para demonstrar respeito.
A legislatura mais submissa de Esperantina está em curso.
"De erro em erro, vai-se descobrindo a verdade" - Freud
Fto - cme

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