14 de julho de 2010

As formas de Poder dos 03 candidatos ao Governo Piauiense


O que é mesmo Poder?
Por que tanta gente procura este danado?
O poder é o ponto de partida de todos os estudiosos da política.
Muitos estudiosos substancialistas o definem apenas como algo que se possui e se usa como outro bem qualquer.

O que vejo e ouço no momento atual em todos os meios de comunicação do estado é a corrida de três homens e uma mulher por mais quatro anos no poder ou quem sabe por mais oito. Como os outros candidatos não têm chance não os citei.
Estão fazendo de tudo. Gastos milionários irão e já estão sendo gastos para este fim. Mentiras às mais tenebrosas possíveis são lançadas no ar.

Lendo “Os clássicos da Política”, livro este que se encontra exposto no em nosso blog pude observar alguns renomados autores falando sobre este Poder.   

Thomas Hobbes: “o poder de um homem [...] consiste nos meios de que aparentemente dispõe para obter qualquer visível bem futuro” (1979, p. 30).

John Locke: “o fogo tem o poder de fundir os metais‘ do mesmo modo que o soberano tem o poder de fazer as leis e, de fazendo as leis, influir sobre a conduta dos seus súditos” (1694 apud BOBBIO, 1992, p. 77);


Passeatas, conversas na internet são algumas armas para a divulgação da auto-imagem no intuito de convencer o eleitorado como sendo o melhor para o Piauí.

 O poder político é um tipo específico, ou, nos termos da teoria relacional, é um modo particular de fazer valer certos interesses ou preocupações mesmo diante da resistência de muitos.
PODER POLÍTICO é aquele que se baseia na posse dos instrumentos mediante os quais se exerce a força física (as armas de toda a espécie e potência).
Neste caso vejo com maus olhos que o Wilsão sai na frente perante os outros candidatos por está com a máquina administrativa nas mãos, apesar de que o JVC é detentor, por força familiar, de um patrimônio que lhe dar certa força política.
Força esta que diferencia o poder político dos outros poderes.

O poder político assenta-se sobre a Autoridade e Dominação.
Dentre os tipos de dominação de Max Weber classifico aqui os três grandes candidatos ao cargo de executivo maior do Piauí:
Dominação Carismática – fica para Silvio Mendes devido ter mais devoção afetiva para com a sociedade, mesmo fora da capital. Tem o dom da graça.
Dominação Tradicional – esta parece mais com JVC por basear na santidade das ordenações passadas de geração a geração. Um verdadeiro patriarca.
Dominação Racional-legal – por se encontrar no poder piauiense Wilsão fica com esta. Querendo ou não tem que seguir as normas (os outros também) só que a necessária burocracia tem que ser levada a sério dentro da máquina administrativa que comanda.

Galbraith (1986) registra que o estudo do poder deve considerar a análise dos instrumentos e as “fontes de direito” para esse exercício.
Para Galbraith, há três instrumentos para o exercício do poder:

A coação – que gera o poder “condigno”, no qual a submissão se dá pela imposição de alternativa “suficientemente desagradável ou dolorosa” à não capitulação; a FORÇA. Esta está mais para WILSÃO

A recompensa – gerando o poder “compensatório”, em que a oferta de uma compensação (pecuniária ou social) leva à aceitação da submissão; “Trabalhou então merece ganhar seus vencimentos”. Esta é para o empresário JVC.

A persuasão – que gera um poder “condicionado”, no qual a submissão é conseguida pelo convencimento do que é apropriado. Todos estão convencidos de que Silvio Mendes é o melhor para o nosso estado.

Dando continuidade a esta classificação dos tipos de candidatos que temos para o Piauí podemos facilmente distinguir que a diferença entre ambos está na forma como os mesmo poderão nos governar.
Através de uma boa personalidade – característica esta que se pode entender como características pessoais (coação, compensação ou persuasão) Wilsão poderá nos dirigir nos próximos anos.

Pensando apenas no alavanque patrimonial citamos aqui o poder da propriedade – entendida aqui como riqueza e renda e normalmente associada à compensação que a meu ver é o papel de JVC na política piauiense.

A organização – que se manifesta comumente na forma de poder “condicionado”, pela capacidade de estruturar modelos sociais é a cara de Silvio Mendes. Planejado e tecnicista, adjetivos citados em outras matérias para definir Silvio, é o que o Piauí merece para a sua caminhada frente ao desenvolvimento que se encontra.

Quer conhecer uma pessoa, dar-lhe poder. Com esta frase termino meu escrito chamando a atenção dos colegas professores e demais classe ao descaso que Wilsão fez com seus vencimentos.
Pra onde foi mesmo este dinheiro? Para uma campanha surja.
Se antes mesmo de ganhar e com poucos meses de mandato já fez o que fez, imaginem se continuar com PODER nos próximos quatros anos!

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