11 de agosto de 2011

Ah, nada sei!

Mais uma noite está indo e no momento não tenho ninguém para uma boa conversa. Um bom livro me falta às mãos e ao tempo.
Tempo? Tempo para entender o hoje sem saber para onde ir, só não me peçam para voltar, pois tempo para isso não tenho.
Sou do mundo, não sou de vocês. A cada dia sei que respiro corrupção, bebo ignorância, vejo inveja e sinto que devo me libertar da grade que separa o conhecimento da sabedoria.
Ah, ufas, quase esqueço que  não devemos olhar para trás com um olhar de arrependimento. O arrependimento vem amanhã junto com o sol do amanhecer para uma nova atitude.
Estou cansado de ingerir sexo verbal, imitações linguísticas e falsidades como forma de bem estar perante o irmão humano que o circunda.
Ainda é cedo, apesar de que está quase na virada do dia 11 para o 12, para entendermos o momento de transição que vivemos.
Metamorfose do homem para mulher, do branco para o negro, do preconceito para o racismo, do direito para a obrigação.
Neste momento o sono pesa, a cabeça sobe e desce sim senhor  vou tentando mudar meu mundo de dentro para fora, relembrando minha infância, meu aprendizado junto aos meus mestres familiares.
Todos os erros são nossos. Deste cedo aprendemos que erramos, mentimos, enganamos. Agora aprendemos que quem consegue fazer isso como maestria vence na vida. Se for para ser assim jamais vencerei.
Não vou fugir, não vou negar minhas origens. Sabe por quê? Porque teve alguém que me deu asas. Estou voando nos sonhos mais lindos. Se o intelecto provém dos genes, então tenho certeza que nada sei para sempre procurar o que realmente sei. Dessa forma não vou parar para pensar que já atingi meu máximo por que o máximo que conseguimos nesta vida de sonhos é sempre o mínimo que podemos construir.

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