25 de janeiro de 2012

Bicicleta: riqueza, pobreza e agora sinônimo de qualidade de vida!

Pessoalmente vejo a evolução dos objetos por conta da evolução do homem. A ciência que está aí é resultado da aprimoramento do conhecimento feito ao longo dos séculos por homens que abdicaram de uma vida "saudável" para criar um mundo melhor para cada um de nós.
A tecnologia também é resultado de esforços imensos de loucos que viveram e vivem de pensar/criar.
Dando continuidade a MUDANÇAS DE HÁBITOS agora vou relatar sobre os sinônimos da BICICLETA e olha que só vim adquirir uma depois dos 28 anos, as outras na qual fiz história era emprestada da minha irmã.
Dia desses ao chegar, junto com uma turma boa, em uma festa na zona rural de Esperantina-PI logo veio o comentário: se fosse décadas atrás só tinha cavalos e bicicletas, hoje apenas motocicletas e carros.
A bicicleta que significa "duas rodas" e que a etimologia vem tanto do inglês como do francês foi modelada, como conhecemos hoje, por nada mais do que Leonardo da Vinci por volta de 1490.
Antes era objeto de desejo de poucos, portanto era sonho de consumo apenas da elite, ou seja, era sinônimo de RIQUEZA. Quem tinha uma poderia ser como diz hoje, o maioral.
Status de elegância, varão baixo ou alto, branca, amarela, vermelha, "lilás", todas chamavam atenção.
O tempo foi passando, o país, economicamente, melhorando, a renda se espalhou até chegarmos ao esquecimento do transporte de duas rodas sem motor queimando combustível.
Os jovens passaram a trabalhar, aqui ou no sul/sudeste brasileiro, com um único objetivo: deixar de andar de bicicleta. Agora o desejo já passa a ser uma motocicleta. A coitada da "monareta" ficou esquecida. Neste momento passa a ser sinônimo de pobreza. Ninguém já não mais olha tanto para a bicicleta muito menos para que esteja em cima dela. Passa por despercebida nas ruas. Quem chega a uma churrascaria de bicicleta é tido como um lascado, liso para ser mais claro.
Chama-me a atenção é que quando era sinônima de riqueza a bicicleta era barata e agora o preço subiu tanto que quase não pago a minha.
É verdade. Depois de 28 anos, sair da casa de meus pais, adquirir um carro poucos meses atrás comprei minha "Bike" (estrangeirismo).
Por quê? Para diminuir no gasto de gasolina? Passar por humilde? Não. Nada disso. Necessidade de atividade física mesmo, resumindo, abaixar a pança (abdome) ou barriga como quiram chamar.
Antes andava para cima e para baixo e não cansava além de estar em boa forma. 
Portando agora, devido a corrida vida de trabalho da sociedade em geral, o sedentarismo predomina provocando ataque cardíaco, ferrugem nas articulações entre outros males da vida contemporânea por falta de uma boa pedalada. Neste ponto a bicicleta já é vista como qualidade de vida. 
Como as coisas mudam. É engraçado quando alguém me veja passeando com meu camelo. Acho que ficam a pensar: "este professor tem um automóvel e está a andar de bicicleta, parece que é doido, ou besta".
Os olhos são de surpresas. 
Mais hoje muito ajuda o meio ambiente andar de bicicleta. Diminui a poluição, ajuda a ter uma vida mais saudável, ar limpo. Então vá para o trabalho, para casa do amigo, vá à churrascaria, pizzaria, de manhã, à noite, em baixo de chuva ou sol de BICICLETA da mesma forma que eu.

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