4 de janeiro de 2013

Esperantina sobre nova Educação.

Foto: umanovaeducação.com
     A linguagem educacional daqui para frente não deve mais ser balanceada com a influência da Igreja muito menos da Oligarquia/Burguesia de nossa cidade.
A nossa educação foi copiada deste a chegada dos colonizadores. Os Jesuítas, com toda "fé", introduziu a educação desenvolvida no velho continente em nosso território. Sem pressão alguma o modelo foi transportado para "cá" sem a menor a preocupação com as peculiaridades de nossa gente e de nosso sistema econômico, social e religioso da época.

   Durante esta última campanha eleitoral, em um determinado estabelecimento educacional, tive a oportunidade de ouvir pessoalmente do professor de Geografia e agora Secretário de Educação de Esperantina algo sobre a forma de educar/ensinar de uma determinada Diretora. Vendo a diretora se expor mais do que os alunos durante uma atividade, que aqui considero como Política Cidadã, o colega de trabalho e agora Secretário de Educação disparou: "É a velha Educação Tradicional".
No mesmo instante percebi que o nobre secretário estava condenando tal atitude.
Como professor de Geografia o nobre secretário agiu de acordo com uma das Correntes de Pensamento Geográfico: Geografia Crítica ou Marxista, da qual, pessoalmente, sou seguidor.
Nada de orelhas de burro, alunos ajoelhados sobre caroços de milho lá no canto da sala, palmatórias, puxões de orelhas muito menos 5 aulas onde apenas o professor fala enquanto os alunos concordam com tudo em silêncio. Não vamos voltar a este ponto.
Novos tempos, nova forma de se aprender.
O sistema educacional passa por mudanças jamais vistas, apesar de que ainda deve melhorar e muito, onde os resultados em todos os aspectos e áreas da educação começam a aparecer em forma de um povo mais esclarecido. Nem tanto, eu sei, mas devemos ser otimistas.
Não quero ser um calo no pé de ninguém, não quero ser pessimista quanta à nova direção da Secretaria de Educação de Esperantina, mas querendo continuar a seguir Yves Lacoste e Milton Santos (grande nomes da Geografia Crítica) espero que a Educação em nossa cidade seja feita bem diferente do que aconteceu na antiga Unidade Escolar Leonardo das Dores e também no Pólo da UESPI em dias não tão distantes onde o bem feitor de tal frase esteve à frente dessas instituições.
Que o novo governo tenha planos educacionais suficientes para disciplinar nossos comportamentos dentro e fora da sala de aula.

   A tarefa de casa deve ser feita não apenas pelos pontos ganhos (bons salários) mais também pelo aprendizado e conhecimento, pois estes ninguém toma.
As escolhas sempre nos acompanham e neste momento a melhor escolha é aquela formulada na base de uma educação contemporânea e coletiva. Que o Gestor Municipal atual tenha feito uma boa indicação

Nenhum comentário:

Postar um comentário