21 de fevereiro de 2013

Meus vícios são os seus.

Estamos perdidos. Todo dia caminhamos cegos. 

Já dizia Eduardo Afonso dos Santos "... o maior patrimônio que o ser humano pode ter é o amor próprio." 

Infelizmente os humanos estão desprovidos de patrimônio, ah não ser aquele onde a maldade nos guia, a inveja nos idolatra, o egoísmo nos corrompe, o ódio nos mata e mata ao próximo, o puxão do tapete pelas costas nos levanta e a falta de sentimento humanitário faz-nos pensar que vamos para o céu mesmo sabendo que quando encostamos o joelho no chão para rezar pensamos mais na mulher seminua da televisão, na carne vermelha de perna aberta, no refrigerante cheio de açúcar que irá dividir o almoço gorduroso e salgado de todos os dias.

Não tem problema não meu povo, iremos morrer mesmo de qualquer jeito então porque ser rigorosamente correto se meu vizinho não é? Ele pode, porque eu não?

Este pensamento está parecido com aquele onde diz: quem perde a vergonha merece ser dono do mundo ou mesmo aquele que afirma: quer perder a vergonha entre na política barata e partidária.

E quem nos irá salvar, quem será nosso herói? Caso não pensarmos corretamente de acordo com nossos princípios (se é que a sociedade atual tem), valores, crença e educação familiar talvez já estamos sem volta. Ninguém respeita mais ninguém. Poucos são os que usam as palavras mágicas: bom dia, por favor, obrigado, raramente vemos um sorriso pela ascensão pessoal e profissional de quem nos rodeia.

Sempre torcemos para aquele melhor amigo se dar mal para "eu" me sair bem. Caso meu colega de trabalho passe a ganhar mais já é o suficiente para declararmos que o mesmo é o melhor amigo do mundo (meu peixe). Falsidade pura e nada mais.

Em que sociedade estamos, em que me tornei? 
Língua afiada por olho grande, fica a dica de que ainda hoje vou exercitar meus vícios e você será que têm os mesmos vícios do que eu?

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