4 de junho de 2014

A cada peido, um flash.

Foto: blogebruni
É lastimável. É surreal.

Vivemos em uma sociedade que se vale mais pela aparência. O capitalismo informacional predomina nos dias atuais aponto de que até uma criança, "educada" por um "adulto", cai em prantos se não for mais bela do que os amigos em uma festa de criança qualquer. Esta mesma criança faz de tudo para "aparacer", se mostrar como se isso fosse um valor intrínseco à sociedade moderna.

Agora imaginem aí um adolescente ou mesmo um 'jovem' com seus hormônios a flor da pele e rodeado pela mídia onde o importante é ser visto, caso contrário não é uma pessoa aceita no grupo de amigos. Huuummmm.
Celular e seus inúmeros acessórios de aparência. As roupas mais caras e coloridas para chamar a atenção. Tudo isso é o máximo para os jovens, mesmo que nos bolsos, da bolsa e das roupas, estejam vazios da mesmo forma que está a cabeça.

Dentro do mundo empresarial, ser visto é uma arma de negócios. Já diziam: quem não é visto, não é notado.

Pulamos para o lado político partidário. Verbas para gastar com mídia são muitas. Compras de rádios, de TVs, de revistas seja a nível nacional ou mesmo local não faltam. Viver sem ser visto não garante votos muitos menos mordomias à sombra com água fresca por quatro ou oito anos. De certa forma, aceito isso numa boa.
Não aceito é ouvir, ler sobre até mesmo um peito de um político partidário ser noticiado como se isso fosse importante.

Fulano de tal visitou, lamentou, elogiou, abraçou, solidarizou, sorriu, chorou, cagou, peidou, pediu, criticou, mostrou, aplaudiu, topou, caiu, levantou, caminhou, sentou, caminhou de novo, ligou, deixou, foi, veio, foi novamente, pedalou, dirigiu, não roubou, prometeu, 'emendou', não roubou de novo, pregou, costurou, subiu, rasgou, destinou, comprou, trabalhou (risos), apalpou, dançou na boquinha, chutou o balde, deixou o armário, viu, não viu, etc, etc, etc, etc, e isso vai acontecer até as eleições. Daqui pra lá muitos peidos serão soltos, mostrados. 

Peço a vocês que não se deixem serem melados com tamanha porcaria, comprados com pouca merda e vendidos com poucos 'fididos'.

É bom soltar um?

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