25 de agosto de 2014

O que fizeram por nossa cidade?

Há muito tempo as discussões são feitas sobre o poder exercido nas cidades. Começaram no campo. Aí foi evoluindo até que chegou, em sociedade, às cidades. 
Muitos filósofos já tentaram explicar este comportamento humano em querer ajudar, administrativamente, o próximo. Alguns chegarem próximo, outros nem tanto. Mas deram suas contribuições, muitas válidas, para entendermos os despachos políticos que nos governam hoje em dia.
O espaço urbano precisa de leis para fazer com que a sociedade viva em harmonia.
Não falo apenas de Leis no papel. 
Falo de Leis que regulamenta a propriedade, seja ela humana ou material, rumo uma 'igualização' de posses.


O poder emana do povo. Isso nas consolidadas democracias. Estamos longe dessa democracia. Então a massa (povo) só tem direito de eleger, governar nem pensar.
Então, o que somos? Aristocracia? Ainda Monarquia? Autoritarismo? Despotismo? Ditadura? Oligarquia? Plutocracia? Teocracia? Tirania ou Totalitarismo?

Para responder a esta pergunta, muitas variáveis devem ser levadas em conta. Em suma, poderíamos dizer que, atualmente, há uma junção de regimes políticos que reinam sobre nossos direitos, nossos ombros, nossos desejos.

* Aristocracia tem sim seu espaço na atual conjuntura política, pois não vejo um pobre ser eleito, apenas os melhores nas condições financeiras.
* Monarquia, oficialmente não é, mas até que podemos ver que ainda existem 'reis' na política brasileira/esperantinense.
Autoritarismo não é, pois todos que nos governa, são escolhidos a força pelo povo, nas urnas.
* Despotismo é frequente em nossa vida. Apenas um ou dois grupos nos governa. Aquela velha história de "pai para filho".
* Ditadura presenciamos, por baixo do tapete, em Batalha e Esperantina com aquelas velhas perseguições políticas sobre àqueles que não querem listar em suas anotações politiqueiras.
* Oligarquia sim, pois somos governados por poucos, pouquíssimos para falar a verdade.
* Plutocracia é o poder exercido pelos mais ricos. E aí, será que tem algum governante pobre? Acho muito difícil encontrar um.
* Teocracia, mesmo que não esteja na linha de frente como em tempos passados, esta ciência ajuda a eleger muitos governantes que por aí existem.
* Tirania, com muita camuflagem, reina em nosso meio. Invés de defender os direitos da sociedade, governantes defende seus próprios interesses e os interesses de quem 'banca' suas campanhas eleitorais.
* Totalitarismo, neste caso, percebemos claramente no estado do Maranhão. 

Recentemente uma colega de trabalho me perguntou: o que estes candidatos de 2014 fizeram para obter votos em nossa cidade?

De imediato respondi: pouquíssimo. E continuei: a maioria deles só ganha votos em nossa cidade em troca dos "DAS" que são distribuídos durante quatro anos. Podemos ver nas portas de certos esperantinenses, que nunca declaram nada sobre política, os cartazes, cavaletes fazendo propaganda eleitoral. Caso estes esperantinenses não façam isso, de imediato perdem seus salários. Meus pêsames.

O que fez Santana? O que fez Solano? O que fez Assis? O que fez Flora? O que fez Lima? O que fez Jannaina? O que fez Ismar? O que fez Brandão? O que fez Brenno? O que fez Pires? O que fez César? O que fez Marden? O que estes e tantos outros fizeram que somente agora, disputa eleitoral, surge para serem beneficiados por nós esperantinenses através do voto? NADA.

Em outro dia, em sala de aula, um aluno perguntou:
- professor, e os THEs merecem vencer estas eleições?
- Não. Esta foi minha resposta.
- Por quê? Continuou o aluno.
- Porque é pouquíssimo o que fizeram por nossa cidade. O THE velho está com 28 anos no poder. Este mesmo é o terceiro político na sucessão de poder do estado. Depois do Governador e de seu Vice, o presidente da Assembleia Legislativa é quem manda, politicamente, no estado. Este cabeça branca, que diz em toda eleição ser filho de Esperantina, não trabalha para todos os esperantinenses. Durante este tempo tornou-se mais rico. A regional da Educação não é em nossa cidade, é em Barras, no entanto quem governa a Supervisão de Ensino do Estado em nossa terra é o mesmo. Não temos órgãos estaduais e federais sediados em nosso território, como exemplo, o SENAI, o SEBRAE, o IBAMA, etc. Não temos um trânsito de respeito, apesar de que o mesmo manda e desmanda na CIRETRAN. Não temos turismo de verdade mesmo com aquele parque estadual que deveria ser municipal. O mesmo fez o Cais, para isso, destruiu o Riacho Alecrim e consequentemente irá matar o rio Longá. Não trás um Hospital Regional, mas trouxe uma penitenciária para pôr os marginais que não tem oportunidade de estudo, pois Universidade aqui não existe. O mesmo fala de projetos em longo prazo, dando prazo a si mesmo para se aposentar na política com medo de dar um dia trabalho de verdade ao povo esperantinense, e mesmo, ao piauiense. Depois de 28 anos no poder, a principal avenida de Esperantina ainda não conta com uma 'galeria' contribuindo assim para a cidade ser chamada de 'cidade de lama'.
Quanto ao seu irmão, não passa de uma sombra mimada que não conseguiu lidar nem mesmo com um 'velho/idoso' time de futsal.
É evidente que aqueles que recebem uma recompensa financeira-trabalhista para votar neles discordam de mim. Assim terminei a justificativa para meus alunos sobre o NÃO que deve ser dado aos irmãos THEs, apesar de que o resultado nas urnas será outro.

E a Jannaína, professor? Esta bastou prometer que o gestor atual ficará no cargo, para receber os votos dos comissionados. Bela troca, não acha? Só quem perde é a cidade, desse maneira, o que fizeram por nossa cidade?

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito".

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