29 de agosto de 2015

De revestrés

Há muito se fala de mudança de valores.
A sociedade já não se comporta da forma mais sensata da qual um dia conhecemos.
O tempo foi passando, a sociedade crescendo e se afastando de si.
As esferas de convívio são outras. Pais e mães, avós e tios, cada um ao seu modo, modela cada ser novo desse planeta para viver subordinados à mídia, à tecnologia. Não é mais o homem que controla as tecnologias, é revestrés.
Os exemplos são muitos.

Crianças em casa não respeitam seus pais. Alunos que quanto mais vão à escola, menos se desenvolvem intelectualmente. Exemplos e mais exemplos estão ao nosso redor.
Com toda sinceridade, ainda acho bonito ver aquele 'ser homem' caminhando à frente da esposa, esta à frente de todos os filhos, uns quatro ou cinco. Não estou desmerecendo a figura feminina muito menos o valor dos filhos.
Vejo de outra forma esta forma da família cabocla se deslocar de um lugar para outro tendo como chefe o senhor dando direção à esposa e filhos.
Vi isso muitas vezes quando era pequeno, principalmente senhor e senhora devotos de muitos santos em época de festejar um desses santos.
Sei que hoje mulheres e filhos não andam mais 'atrás' do homem da casa, no mínimo anda ao lado. Outra mudança, esta positiva quanto às conquistas femininas e das crianças.
Por outro lado, falo desses episódios não para mostrar o machismo que existia ou ainda existe, mas para mostrar a vocês que o respeito, a obediência ao pai, à mãe existia com mais rigor, com mais nitidez. Consequentemente invés das crianças, próximo a um festejo santo, como este de Nossa Senhora da Boa Esperança,  se preocupar com as festas mundanas, eram preparadas e vestidas para irem rezar, irem ao parque de diversão (este só aparecia duas vezes ao ano), comer maçã do amor e, no máximo, jogar o jogo da velha.
Todas as crianças ganhavam uma 'roupa nova' para assistirem todas as novenas, sem falar na procissão que deveriam seguir com aquele 'pisante' novo comprado nos "butiquins" durante o festejo.

Agora, em pleno século XXI, prestes a começar mais um festejo de nossa padroeira, o que se ver são crianças/adultos preocupados com as atrações dançantes nos dois clubes da cidade.
A onda é "qual é a roupa do momento?", "com qual sandália ou tênis irei?", "iremos beber bebida X ou Y?", "faremos selfies com as cantores e cantores musicais?", e por aí vai, enquanto no altar da Senhora da Boa Esperança se ver aqueles jovens da década de 70 e 80.

O mundo é outro, sem dúvida. A religiosidade, muito mais atual e menos tradicional, ainda é um caminho de, pelos menos, respeito.
Que nossos filhos tenham mais oportunidades de escolhas.

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las." (Voltaire).

Fto - robsonpiresxerife


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