4 de agosto de 2016

Malvado favorito

Apesar de que em Esperantina não tem cinema, mais este filme eu já vi.

Os últimos "boom's" dos heróis políticos esperantinenses não teve final feliz.
Estes três últimos filmes que assisti começaram como ficção romântica e acabaram como terror dramático.

Os espectadores, com uma cerqueira inerte aos políticos românticos, no início do filme dão muito valor aos heróis que cai do céu de uma hora para outra e acabam fazendo dos mesmos (heróis) em vilões.
Não fazem uma análise profunda do roteiro, da musicalidade, das vestimentas muito menos das falas de cada personagem e o que têm e pode oferecer a quem deveria ser os personagens principais - povo.

Cegos que estão, apenas conseguem ver a 'onda' da propaganda feita antes de começar a rodar o filme.
Assistem apenas os trailes, e acabam não vendo a essência do filme, ou seja, o filme completo.

O primeiro filme diz respeito ao forasteiro com um dom carismático e da boa oratória.
Logo transformou em um herói.

No início do filme o herói político usou, de forma malandra, da vulnerabilidade humana dos esperantinense quanto à falta de alguém que possa lutar pelos seus direitos e que fale em prol de suas necessidades, para conseguir aliados.
Não demorou para ao boom.

Usando uma rádio, nada comunitária, para chegar ao topo da preferência esperantinense, conseguiu cair na graça do povão e na lista negra dos malvados da cidade que até então eram acostumados a dar para a sociedade apenas o pão que o diabo amassou.

Início e meio do filme foi esplendoroso. O filme foi passando e não demorou para o personagem principal (artista) começar a mostrar sua verdadeira essência: incapacidade administrativa.
Neste momento todos já sabiam que o final não seria feliz.
Conclusão? Cidade cheia de inadimplências e muitos processos criminais acompanhados por uma visita à penitenciária e agora muitos choros.

Os espectadores não ficaram felizes.

Não demorou muito, outro filme (boom) político já estava em cartaz.
Um certo passarinho caiu de asas abertas na cidade. Muitos espectadores logo estavam assistindo e apoiando o novo filme.
O roteiro não foi muito diferente do anterior, com exceção que as expectativas para este filme eram bem maiores devido o personagem principal do novo filme em cartaz contar com a ajuda de dois outros atores principais: um a nível estadual e o outro a nível federal.

O artista principal passou o início do filme contando que, por ser de Esperantina e não tão forasteiro como o anterior, poderia muito bem fazer com que este filme terminasse com um belo final feliz.
O filme foi passando e muito aliados do ator principal foram chegando de outras cidades para ajudar o protagonista. Terminou não ajudando muito.
Chegava ao fim sem muitos poderes. Não conseguiu nem mesmo terminar o filme. Teve que escolher uma aliada para terminar o longo metragem. 
E a conclusão foi que novamente os esperantinense/espectadores assistiram uma decepção na grande tela da política local.

Nem mesmo o filme anterior tinha terminado, já estava em cartaz outro boom político.
Uma, duas vezes. O jeito era arriscar a terceira vez.
Brasileiro é assim: três vezes para crer.

O jovem humilde, simples, também de Esperantina, com experiência privada de administrar, logo foi o grande queridinho dos teimosos e pacientes esperantinenses, para não dizer 'burros' políticos.
O filme estava lindo em seu roteiro. No entanto, deveria ser diferente dos dois anteriores. Tinha quase obrigação de terminar com um final feliz.
Infelizmente, bem no início do filme o personagem principal fez uma aliança endiabrada, uma verdadeira venda de alma ao diabo.

A tristeza nos rostos dos expectadores mais precavidos sobre filmes de Terror estava estampada.
E o resultado não foi diferente.
A alma foi deixada pelo caminho perambulando de um lado para outro sem saber para onde ir.
Quem comprou a alma do personagem principal no início do filme, resolveu virar as costas. Ele sempre faz isso. Quem vende, sempre é esmagado.

Começou um drama, terminou um verdadeiro terror, apesar de que o filme só foi até a metade, pois a segunda metade do filme a estrela maior do filme foi substituída.

Três vezes assistindo filmes que não dar certo, e mesmo assim querem criar um novo boom?

Brasileiro não desiste nunca ou é mesmo abestado o suficiente em acreditar em malvados políticos que podem ser eleitos favoritos?

No terceiro filme, vocês viram quem comprou a alma. 
Agora quem comprou, quer ser o malvado favorito.

Este filme não vai dar certo, teremos novamente um final desastroso.
Estou avisando!
Ftos - omelteuol e interrogacao

Nenhum comentário:

Postar um comentário