Em protesto, pais da localidade Jacaré da Vermelha não mandam seus filhos à escola
janeiro 29, 2026A educação é um direito de todos. Não pode ser tratada como algo subjetivo à alguém ou algum grupo de pessoas. E de todos.
A municipalidade esperantinense começou o ano de 2026 querendo fechar algumas escolas do município, em especial de algumas localidades rurais.
O objetivo é diminuir gastos.
Porém, a maioria dos moradores dessas localidades onde as escolas deverão fechar não concordam com esta política educacional.
O debate acirrado começou na localidade Jacaré da Vermelha, a 30 km da cidade, onde a comunidade escolar foi avisada pelo secretário de educação de que os anos iniciais seriam transferidos para a localidade Mundo Novo, aproximadamente a 15 km de distância.
Os pais não acharam nada pertinente esta medida. Com uma escola "na porta de casa", não acham razoável ver seus filhos se deslocarem grande distância para ter o seu direito de estudar garantido.
O ano letivo de 2026 da rede municipal de ensino teve início neste 26 de janeiro. Como protesto, muitos pais não mandaram seus filhos para a nova escola e o empasse continua.
Para uma gestão que se gaba ao dizer que valoriza os profissionais, que garante uma educação de qualidade, que os esforços para um futuro melhor estão sendo feitos, é contraditório ver que estão reduzido a oferta de ambientes seguros e produtivos na educação do município.
Até quando a comunidade escolar irá boicotar a educação local?
Para um governo sem oposição, onde seque a justiça pode ser usada, é difícil que a municipalidade volte atrás nesse retrocesso educacional.
Aguardemos as próximas "aulas".
"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire.
Fto - jornalesp

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