Hoje será a abertura do ano Legislativo 2026 de Esperantina: promessas e responsabilidades

fevereiro 06, 2026


O que você espera dos 13 vereadores de Esperantina neste ano de 2026?

A abertura do ano legislativo municipal é mais do que um rito protocolar com discursos ensaiados e fotos para as redes sociais. 

Trata-se de um momento simbólico e, ao mesmo tempo, decisivo para a vida da cidade. É quando a Câmara de Vereadores retoma oficialmente seus trabalhos e sinaliza à população quais caminhos pretende seguir, quais pautas serão priorizadas e, principalmente, qual será a postura do Legislativo diante dos reais problemas do município.

Neste protocolo oficial de um dos poderes constitucionais de Esperantina, outro poder - Executivo - fará parte dele. Nestas ocasiões, o Poder Executivo envia uma mensagem de parabéns/agradecimento/boas novas ao poder em festa, no caso o Legislativo por mais um ano que se inicia.

É republicano que a mensagem seja lida pelo próprio chefe do Poder Executivo. 

Em um cenário em que a população cobra mais transparência, eficiência e compromisso com o dinheiro público, espera-se que os vereadores compreendam a dimensão do papel que exercem. 
O Legislativo municipal não pode se limitar a aprovar projetos enviados pelo Executivo de forma automática, nem transformar o plenário em palco de disputas pessoais ou partidárias. 
Fiscalizar, legislar e representar os interesses da população são deveres que exigem preparo, diálogo e coragem política.

Infelizmente veremos uma submissão ao poder Executivo. É de esperar que durante a festa do poder Legislativo, o poder Executivo seja mais exaltado, enaltecido.

Por quem? Pelos próprios vereadores que deixarão de se homenagear para parabenizar seus líderes, que por sinal, não é a população. Pelo menos é isso que transparece.

A relação entre Legislativo e Executivo deve ser de harmonia, mas não pode ser confundida com submissão. Um Legislativo forte e independente contribui para uma gestão mais equilibrada, evitando abusos, corrigindo rumos e garantindo que as decisões tomadas atendam ao interesse coletivo e, não a interesses individuais ou eleitorais.

Assim, a abertura do ano legislativo municipal deve ser encarada como um convite à responsabilidade pública. 

Várias autoridades farão parte desse momento que será presidido pela presidente da casa - Regina Silva.

Como de costume, os horários não serão cumpridos e a chefe do Poder Executivo não se fará presente.

Mais do que um evento formal, ela (abertura) precisa marcar o início de um período de trabalho sério, participativo e transparente. A população espera — e merece — vereadores atuantes, presentes e comprometidos com o desenvolvimento do município. 

Afinal, a política local é aquela que mais impacta o dia a dia do cidadão, e o ano legislativo recomeça, mas a cobrança é permanente.

"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire.

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