Vereadores estão cansados de "migalhas"
fevereiro 23, 2026A família Sampaio esperou décadas para comandar a cidade de Esperantina. Eram derrotas por trás de derrotas.
Depois que venceu, isso em 2020, a família Sampaio enfim passou a direcionar as políticas públicas na princesinha do Longá.
Infelizmente não aprendeu os bons costumes políticos partidários para lhe dar com os seus pares dentro de uma administração pública republicana, democrática, progressiva tão exigente em pleno século XXI.
O absolutismo já passou. Não se governa mais assim.
O poder leva à cobiça, ao orgulho, já disse o padre Arimateia neste primeiro domingo quaresmal 2026.
Neste quinto ano em que a família Sampaio governa os rumos políticos de Esperantina, os vereadores demonstram cansaço. Estão cansados de dar e não receber à altura.
Isso é que dar em ser submissos.
As migalhas estão sobrando. Dois ou três estão se dando bem.
A maioria dos vereadores gostariam de sair da base e passar a atuarem de forma independente. Mas não tem forças. "Se está ruim com eles (líderes do morro), pior sem eles", destacam alguns vereadores.
É provável que os vereadores, neste início de ano eleitoral, criem um movimento de autovalorização para que continuem na base e assim ajudarem eleger os deputados estadual e federal do MDB.
Não será nada difícil esta reivindicação ser atendida.
O líder do MDB em Esperantina, depois que levou um escanteio político do governador, não pode brincar em perder votos para a próxima eleição. O seu candidato a deputado federal corre grande risco de não se reeleger.
Então, se com os vereadores insatisfeitos na base, imagine se dois, três desses vereadores deixarem a base e ir para o lado dos adversário político - o PT?
Aí que o MDB não se reelege, nem estadual e nem federal.
Em breve, os vereadores serão convocados a subirem o morro para uma conversa onde o tema principal será o fim das migalhas.
Por enquanto, as suspeitas de rompimento definitivo são os vereadores Bebé Vitória e Zé Cláudio. São apenas fumaças, apesar de que onde há fumaça, há fogo.
Duvidam? Então, vamos aguardar.
"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire.

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