16 de setembro de 2016

Política Patrimonialista

Já ouviram falar nessa política Patrimonialista?

O início da colonização portuguesa nos deixou um legado negativo dentro da política. A cidadania foi criada, desde o início, quase inversa ao que realmente deveria ser.
Público e privado não tinha tanta diferença para os herdeiros portugueses.
E assim foi sendo criada nossa política social e consequentemente a partidária.

Atividade política marcada pela associação com o 'governo', essa é a definição de Política Patrimonialista para Max Weber.
"Em vez de exigir DIREITOS para todos, os grupos, classes ou INDIVÍDUOS apoiam o governo em troca de favores pessoais", filósofo Simon Schwartzman (ainda na ativa) sobre Política Patrimonialista.

Podemos dizer que o Brasil hoje dar continuidade o que os portugueses implantou na época da Colônia.
Geração por geração estamos acompanhando, e muito das vezes, contribuindo para a perpetuação dessa prática que só atrasa tanto o Estado de direito como os governos que nos propõe salvações mirabolantes.

"Invés de pedimos direitos, estamos pedindo favores". Para um Estado democrático, isso não passa de decadência estrutural enraizada na sociedade como um todo.

Não deveríamos nem pedir, e sim exigir. Mas não. Transformamos a elite econômica e política em seres intocáveis, superiores, de outros planetas aponto de dobrarmos os joelhos perante os mesmo que agora nos tornamos indefensáveis a ponto de aceitarmos qualquer atitude antidemocrática e legal como sendo uma salvação para os nosso próprios erros.

Estamos condicionados a aceitar atrocidades administrativas somente pelo motivo de que vive em nossas mentes a seguinte frase: "o galho só quebra para os mais fracos".

A sociedade criou esta frase e hoje não quer se libertar dela ao afirmar que os políticos, grupos, classes e indivíduos que lutam por seus "direitos" pessoais é a salvação quanto a sobrevivência em um mudo onde os pobres, tanto econômico como de educação, são forçados a aceitarem sua condição social.

Não vejo os aliados, das três coligações, esperantinenses cobrando seus pares sobre a melhoria estrutural e funcional para todos.

Quem é de uma coligação, pede e cobra apenas melhorias para esta coligação.
E assim é nas outras duas.

Comerciantes apoiando, defendendo certa coligação porque acha que será beneficiado caso tal coligação vença. Pior de tudo isso, além de defender certa coligação vivem a criticar as demais coligações.

E não são apenas comerciantes, mas toda a sociedade envolvida diretamente nas três coligações.

Está prática é pobre. É patrimonialista. Muitas das vezes agimos e nem sabemos o porque desse tipo de ação.
Herança maldita. E quem está no poder, político e econômico, só contribui para esta prática continue a perpetuar, pois sabe que os mais beneficiados são eles mesmos.

"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" (Voltaire).

Fto - novoblogdobarata

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